28 de mar. de 2011

O Goblin e o Canídeo

Acossou a raposa por entre os arvoredos dédalos, seus olhos de coloração híbrida focalizavam o animal extenuado, envidado à viver. Porém sua ligeireza abolia-se aos poucos, o quadrupede tornou-se um alvo fácil para o tiro certeiro do goblin, que o seguia há horas, sem rumo certo.

Mirou e esperou o momento para trucidá-lo, o pêlo alaranjado cobria o pingente cristalino facetado, objeto este cobiçado pela criatura reptiliana. Não houve hesitação; Após um suspiro prévio o goblin, arremessou a flecha impiedosamente, que ao colidir espaduou a raposa, levando-a ao chão.

Ditoso, o ser de pele enrugada aproximou-se de sua vítima. Além do pingente chamativo desejou também a carne do animal, mas tudo que viu foi a figura humana estirada ao chão, seus cabelos alaranjados identificavam aos da raposa, assim como a flecha dependurada no pescoço pálido, contrastando com o rubro sangue que molhava o cristal.

Ao fitar tal cena, o goblin, ajoelhou-se arrependido de ter assassinado uma Malokah, ser sagrado, mas era tarde, nada faria o tempo voltar, a criatura então pegou o que desejava, e partiu para a próxima caçada, já que sentimento não podia reinar e o que verdadeiramente importava não era o sacrilégio cometido, e sim o objeto que o faria perpetuar.

***

Este conto foi escrito por Kayke Campeche, em colaboração ao blog Contos do Bardo. Quem quiser ler mais textos de Kayke, basta seguir este link e ver seu blog.

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27 de mar. de 2011

RPG? Nunca ouvi falar!


Saudações, caros companheiros Rpgistas! 

Sou Douglas “Duque” Lomar (Usarei o Nick Duque neste Blog)!

Eu sou o quarto e mais “novo” elemento dessa revista digital. Atualmente tenho 20 anos, mestro e jogo RPG há mais ou menos sete anos, iniciado nesta maravilhosa atividade por um colega de colégio, onde passávamos a meia-hora do intervalo toda jogando... Fui iniciado com o antigo GURPS, e fiquei nele por dois anos. Desde o inicio fui convidado a mestrar, não sei se é porque tenho muita imaginação? Ou porque viajava mais! Mais logo depois migrei para o sistema D20, onde estou até hoje.

Devo confessar, me apaixonei pelo robe, lutei e briguei pela causa, sendo vitima de uma inquisição, com direito a queima de livros e tudo. Nessa brincadeira se foram meus três módulos básicos de D&D 3.5, um Neokosmos, minha coleção de Tormenta d20 que estava completa e meu manual 3d&T Alpha. Mais de 300 reais tostados. Foi doloroso, mais como a Fênix, ressurgi das cinzas, e atualmente estou reerguendo minha coleção.

Jogo e mestro o Projeto: “Princesa dos Escravos” no fórum da Jambo. Em minha cidade, mestro uma campanha Jogadores/Mestre pelo atual TRPG, ou carinhosamente chamado de Tormentão. Estou  idealizando a organização de um evento de RPG para Valença-RJ (está no papel ainda, não contem para ninguém).

Sou um leitor árduo de literatura. Leio de tudo, principalmente literatura fantástica e medieval. Sou criador de alguns cenários próprios, e adoro causar confusão no cenário dos outros. Espero que gostem de minhas postagens. 

E como diria o Mario (Nada de trocadilhos em!): Honra e Glória ao RPG!

Douglas “Duque” Lomar.

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Cartas de Navegação



Em uma antiga cidade costeira ao sul dos nossos domínios, o silêncio reinava naquela calma noite de verão, até que por um grito, ele foi rompido. Do alto da colina a noite foi perturbada por uma criança! o que poderia ser?

O quarto estava todo escuro, a criança estava escondida sob as cobertas, até que uma luz surgiu pelas frestas da porta, passos fizeram-se ouvir, e a maçaneta abriu-se seguida de uma voz familiar:

- Meu filho! O que foi?

Após um curto silêncio a voz tremula de medo saiu da boca da criança:

-Mãe ele vem me pegar, ele mãe o névoa vem atrás de mim!

-Meu filho não há nada atrás de você, o mar está calmo, não há neblina, todas as embarcações estão sob uma longa calmaria.

-Mas mãe, ele vem me pegar!

O medo estava visível no rosto da criança, seu coração estava disparado.

Sua mãe sentou-se ao seu lado na cama, e repousou a cabeça da criança em seu colo.

-Venha, vou te contar uma história...

***

Buenas,

Sou Jullianus o capitão, ou melhor, o ex-capitão do Aurora.

Recentemente, ouvi boatos sobre uma nova e magnífica ilha-continente a nordeste da ilha da montanha, batizado de “Ilhas da Última Parada”, formado por um imenso arquipélago e habitado por um povo exótico que, apesar de possuir asas, consideram-se humanos, o que parece ter algum fundamento, pois seriam senhores de uma civilização capaz de superar Dragão Anão. Curioso como resolvi enfunar velas rumo à estes mares até então desconhecidos.

E aqui estou preso no porto do desprazível e caído Baía Negra. Na falta de coisa melhor a fazer, redijo as anotações que, espero, transferirei posteriormente para meu diário de bordo e meus portulanos de navegação.

Primeiramente, cabe dizer que não consegui determinar exatamente a minha posição. Vim parar aqui graças a um repentino Nevoeiro que o prisioneiro da cela ao lado chama de Manto da Morte. Parece que este fenómeno não é de todo incomum por estes lados. Entretanto, é certo que estamos mais ou menos próximos do que uma vez foi um vasto reino pirata, agora supostamente governado por estes idiotas da Baía Negra. Mas, como a desgraça nunca vem sozinha, o nevoeiro foi apenas o complemento de uma sucessão de insucessos e surgiu após a calmaria que se seguiu a tempestade. Esta sim é que foi terrível. Mesmo um velho lobo-do-mar como eu, fiquei profundamente nauseado ao ser jogado de um lado para outro como um brinquedo do “Grande Ranus”.


Em meio aos terríveis vagalhões que varriam os conves do Aurora e ameaçavam partir seu casco de um lado a outro como uma noz, Jonas começou a berrar desesperado, tentando chamar minha atenção. O que não é muito raro, uma vez que ele vive se metendo em encrencas, das quais, para se livrar, invariavelmente necessita de meu socorro. Entretanto, a súbita sobriedade de sua voz fez. Com que conseguisse o que queria: qualquer coisa capaz de fazê-lo sair de seu permanente estado de bebedeira seria suficiente para desviar minha atenção do timão, mesmo em meio aquele inferno de ondas, raios e ventos inclementes.

Sobre a crista de um imenso vagalhão, oscilava terrível o maior navio que já vi. Maior que a maior das quadri-remes, seus mastros pareciam tocar o céu. As armas a bordo me fizeram sentir saudades da armada do Púrpura. Parecia ter sido feito por gigantes, e se isso não bastasse, era negro. Completamente negro como a cabeleira de Notty e totalmente construído de ossos!

Isso mesmo, podem me chamar de louco, mas ao invés de pranchas de madeira, seus cascos eram feitos de chapas de ossos imensas como o escudo de um titã e mesmo assim flutuava como um ramo de junco! Suas bandeiras eram esfarrapadas como o manto da morte e para meu espanto era evidente que nunca em meus anos de pirataria tinha visto algo como isso. Tá, devo concordar que já ouvi falar sobre um tal navio de velas vermelhas, mas nada se compara a isso, um navio feito totalmente de ossos humanos. Logo cheguei à conclusão que um navio tão incrível haveria de ter um capitão ainda mais incrível no timão, e lá estava ele, um homem de mais ou menos dois metros de altura portando uma armadura vermelha como fogo.

Não gostaria de enfrentar este navio em combate, que para o meu espanto era o que ia acontecer, pois aquela horrível monstruosidade estava vindo em meu encontro. Com um descuido meu, nossos navios se emparelharam. Ferro e pólvora voaram em todas as direções, os canhões cantavam matando e destruindo tudo. Foi quando meu sangue gelou ao ouvir a ordem de abordagem, quando dei por mim estava um caos em meu navio com os marujos lutando pelas suas vidas. Até que durante uma épica batalha contra o desprezível capitão, desmaiei.

Quando acordei meus homens estavam enfileirados um ao lado do outro, num convés feito totalmente de ossos humanos que era duas ou três vazes maior que o meu convés, quando da cabine do capitão, um homem de trajes vermelhos com detalhes em dourado, veio em nossa direção. Não era possível eu o havia matado, ele parou em minha frente e me disse que poucos o haviam desafiado em combate direto, e também completou que poucos sobreviveram com o corpo intacto, me perguntou se eu sabia algo sobre um navio de velas vermelhas, perguntou se eu o havia visto. Logo sem pensar duas vazes, respondi que o navio que ele procura se chama Púrpura, e não, não sabia de mais nada á respeito. Então ele se dirigiu a minha tripulação, ou melhor, em direção ao que sobrou da minha tripulação, porque enquanto conversávamos seus imediatos retiravam os ossos deles vivos, e por incrível que pareça eles ainda se mexiam, eu clamei para que ele tirasse suas vidas, pois eles estavam sofrendo muito. Então ele disse que isto ia acabar bem rápido.

Ele apontou a mão para eles, uma força sombria e maléfica que eu não soube explicar, sucumbiu-os, tornando-os mais poderosos, uma sombra rubra negra os envolvia criando uma espécie de couraça. Logo fui recolocado em meu navio e por incrível que pareça, estava vivo. A Névoa rumou em direção ao porto pirata desaparecendo em uma neblina espessa. Logo após a neblina acabou, e não mais havia sinal de navio, apenas alguns de meus homens estavam na água. Agora só peço aos deuses do mar que nunca mais em minha vida coloque aquele navio amaldiçoado de volta em meu caminho.

Douglas "Duque" Lomar.

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25 de mar. de 2011

Recado importante da equipe Contos do bardo


Olá leitores do nosso blog, estamos muito felizes com os mais de 1600 downloads alcançados pelas edições de nossa revista digital “Contos do Bardo”, agradecemos a vocês. Saibam que demora um pouco a sair devido a vários fatores, como tempo e equipe com poucos membros. Mas nós nos esforçamos para fazer uma revista cada vez melhor para vocês, assim como também nos esforçamos para manter o blog com postagens regulares e interessantes.

Todo nosso trabalho é voluntário, não ganhamos dinheiro com isso, e ganhar dinheiro não foi nosso objetivo desde o inicio. Mas nós queremos algo de vocês, como pagamento ao nosso trabalho! Calma, não é dinheiro! A única coisa que queremos de vocês é um “feedback”. O blog tem diversos acessos, a revista teve bastantes downloads, mas não recebemos muitos comentários no blog e email, então não temos muita idéia do que vocês leitores estão achando de nosso trabalho, precisamos disso para continuar firme e forte, com animo e disposição. Precisamos dos comentários de vocês!

Então se são fãs de nosso trabalho, não deixem de comentar as postagens e mandar emails para nós, com criticas, sugestões ou elogios. Nosso email é: contosdobardo_network@hotmail.com . Os bardos agradecem!


Equipe Contos do Bardo

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14 de mar. de 2011

Malditos Goblins!

"Malditos Goblins é um mini RPG de humor. Neste jogo os jogadores interpretam goblins fracotes que morrem por qualquer coisa! Os personagens começam com suas características roladas aleatoriamente e já estão prontos para jogar! Provavelmente ele morrerá na segunda ou terceira batalha. Então você gera outro goblin e continua o jogo! Basta dizer que é um irmão, filho, sobrinho, etc que veio se vingar!" 一 Coisinha Verde.

Eu só posso dizer que Malditos Goblins é simples e divertido demais para não ser postado aqui no blog! Já joguei e me diverti muito, levando menos de 5 minutos para criar a ficha. É tão legal que vou levar algumas páginas imprimidas para poder jogar durante viagens e quem sabe eventos.

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13 de mar. de 2011

Novas regras opcionais para Mighty Blade

Falha Crítica
É basicamente o mesmo esquema do Acerto Crítico, porém, a Falha Crítica acontece quando com dados caírem juntos com o lado 1 (totalizando 2). Quando isso acontecer, a Defesa do personagem é reduzida pela metade e resultado dos dados não é somado a ela.

Dado Bônus
Os jogadores têm o direito de rolar 1d4 pelo menos duas ou três vezes por sessão (fica a escolha do mestre), seja em ataques, defesas ou testes.

Substituição do 3d6
Substituir o 3d6 (resultado máximo 18) por 2d10 (resultado máximo 18, caso tenha o número 0) ou 1d20 (resultado máximo 20). Esta regra não altera muito o sistema de combate/testes, a diferença é que, no caso do d10, o jogador corre o risco dos dados caírem com o lado 0, já no caso do d20, correndo o risco de cair em 1, mas também existe a possibilidade de cair em 20.

Teste de Sorte
Este não é um teste como os outros. Esse teste só ocorre em uma situação onde só a sorte do personagem dirá o que vai acontecer, se ele conseguirá enganar alguém, ou se conseguirá se equilibrar em cima da corda e etc. Para fazer um teste de sorte o jogador deve rolar 2d6 separadamente! O primeiro representará sua sorte; O segundo representará seu azar. Caso o dado da sorte tenha resultado maior do que o dado do azar, o teste foi bem sucedido, caso contrário o jogador falhará na tarefa. Além de 2d6, pode usar qualquer dado para realizar esse teste.

Descanso
O jogador pode perder um turno dormindo para recuperar 2d6 pontos de vida e mana. Para cada turno dormindo ele poderá rolar 2d6.

Partindo Escudos
Quando um PJ defender-se usando seu escudo contra uma arma gigante/colossal, caso ele recebe dano, faça um teste de resistência para o escudo da seguinte forma: some a defesa com o peso do escudo e role 1d6, se o lado cair com um número igual ao da soma da resistência do escudo, ele se partirá e será inútil. Se a soma da defesa com o peso do escudo exceder 6, role 2d6 para o teste.

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